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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)

Nem todo mundo ouviu falar de "A Escolha Perfeita" (Pitch Perfect), que foi lançado em 2012. Talvez tenha visto o cartaz do segundo filme da franquia no cinema e deve ter tido um mínimo de curiosidade de saber o que é (ou não).

Então vamos lá.

sábado, 19 de julho de 2014

Mulan

Como quase todo mundo que me conhece sabe, sempre fui muito fã da animação da Disney "Mulan". Quando criança era por um motivo (eu achava o máximo ver que a personagem que salvava a China era uma mulher) e hoje é por esse motivo e por perceber que o filme "mostra" que as princesas (e as meninas que assistem às animações clássicas da Disney) não precisam ser aquelas mulheres submissas que dependem de um homem para ser alguém - mesmo que seja pra ser uma sombra. Enfim.

O filme, como todo mundo já deve saber, fala de uma menina chinesa, chamada Mulan d'oh que decide ir pra guerra no lugar do seu pai com problemas de saúde. Mas porque diabos ela não mandou outro familiar (irmão, primo ou o que seja)? Porque ela era filha única - lembrando que se passa na China - e estava disposta a mostrar à família de que era capaz de trazer honra e dar orgulho. Como ela vai no lugar do pai e na carta de convocação está escrito explicitamente que estão convocados um homem por família, Mulan se veste com a armadura do pai, cria uma identidade masculina para si e vai para o acampamento mais próximo de sua cidade.

Seus ancestrais (os fantasminhas que aparecem na casa de oração) tentam mandar o Grande Dragão de Pedra (acho que é esse o nome, já que em inglês é Great Stone Dragon) para proteger Mulan. Mushu, o dragãozinho do tamanho de uma lagartixa, acaba quebrando o Grande Dragão de Pedra ao invés de acordá-lo e acaba "assumindo" a missão, junto com Cree-ki (ou Gri-li, depende do áudio em que você assista o filme).

Mushu, logo quando conhece Mulan, dá muita dica errada de "como se comportar feito homem". Mas quando os dois se "afinam", tudo passa a ser mais fácil para disfarçar que Mulan não é Ping (Ping é a identidade masculina que Mulan assume no exército). A coisa fica feia quando, numa batalha contra os hunos, Mulan é ferida quando, teoricamente, dizima todo o exército inimigo. Como ela foi ferida na barriga, acabam descobrindo que ela é mulher e fica na mão do Capitão Shang decidir qual o destino dela. (Nesse caso, o mais comum é a morte) Como Mulan tinha salvo a vida de Shang quando teve uma avalanche no campo de batalha, ele decide poupar a vida dela, mas deixando muito claro que estava extremamente desapontado.


No caminho de volta para casa, Mulan percebe que o exército huno que ela tinha "dizimado" conseguiu sobreviver e que estava rumando para Pequim (pelo menos eu acredito que seja Pequim) para assassinar o imperador. Ela tenta alertar os soldados e o Capitão Shang de que os hunos estão na Cidade Proibida, mas ninguém acredita nela, a não ser Yao, Ling e Chien-Po, os três amigos que ela consegui fazer no batalhão. Por uma imensa cagada, Shang se junta ao quarteto para salvar o imperador. Porque eles foram otários demais ao esperar que os hunos se "revelassem" para agir. Graças à uma ideia genial de Mulan e com a ajuda de Mushu, eles conseguem derrotar Shan-Yu, o líder dos hunos.

Depois de quase destruir o palácio e derrotar Shan-Yu, Mulan recebe o medalhão imperial e a espada de Shan-Yu diretamente das mãos do imperador como um suvenir simpático por ter servido ao exército. Quando retorna pra casa, Mulan fica morrendo de vergonha, já que acredita que a família a odeia por ter desobedecido ordens expressas de não se envolver com a guerra. Sabe de nada, inocente. Para a sua surpresa, a sua família a recebe de braços abertos e demonstram se sentir honrados por tê-la como filha.

Por que essa é, na minha opinião, a animação Disney que ocupa o topo do pódio no top 10? Porque, como eu disse no começo do post, mostra que "lutar como uma garota", ou melhor, ser mulher não é desmerecimento nenhum. Somos capazes de ser o que quisermos inclusive salvadoras da China Imperial.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Yellow Submarine

poster do filme
Já falei de um personagem desse filme aqui no blog, além de mencionar o álbum que dá título ao filme e decidi agora falar realmente do filme em si.

A animação não é, de forma alguma, novo. Ele é de 1968 e é uma animação que eu gostei muito. O filme leva o nome do álbum lançado no mesmo ano. Nem todas as músicas do álbum estão presentes no filme e vice-versa.

A história não é muito elaborada, mais é muito fofinha. De acordo com a Wikipédia, a sinopse do filme é:
Yellow Submarine conta a história de Pepperland: um paraíso quase terrestre que fica a 80 mil léguas no fundo do mar – uma terra quase sem inverno, onde a brisa leva a toda parte o som da música e das risadas e onde ninguém sente-se só, pois a Banda do Sargento Pepper (Sgt. Pepper's) está sempre tocando a sua música. Até que um dia o Líder dos Maldosos Azuis (Blue Meannies), que detestava todo tipo de música, decide varrer Pepperland do mapa, deixando-o sem cor e sem som. Mas, navegando num submarino amarelo e depois de várias aventuras, como navegar pelo mar do Tempo, pelo mar dos Monstros, e o mar dos Buracos, os Beatles chegam para trazer a paz e a música de volta a Pepperland.
 O que mais impressiona no desenho não é propriamente o traço, mas as técnicas usadas que deixam (ou pelo menos foi assim comigo) o queixo caído. Porque, em algumas cenas, há animação a partir de fotos (são repetições meio feito os gifs de hoje), mudança de perspectiva somente com círculos e princípio de 3D... Isso tudo considerando que o filme foi feito no final da década de 60, quando não se tinha todos esses efeitos que temos hoje. Ok, ok. Já sei o que você tá pensando. "Mas ele foi reeditado digitalmente em 1999". Bela porcaria. Só saiu do modo "analógico" para o "digital", os desenhos e as "estruturas-base" continuam os mesmos.

É tudo MUITO colorido, mas, apesar de ter a aparência de filme infantil, muitas piadas só vão ser entendidas por adultos, assim como as críticas veladas.

sábado, 5 de julho de 2014

Os Cinco Rapazes de Liverpool (Backbeat)

capa do dvd brasileiro
O filme não é novo, realmente, mas quase ninguém com quem eu converso sobre ouviu falar dele. Então vamos lá falar um pouco - mas só um pouco - dele.

É um filme de 1994 e foi filmado no Reino Unido e na Alemanha. Assim como o comic book Baby's in Black, o filme fala da história de amor entre Stuat Sutcliffe e Astrid Kirchherr. Só que, diferente do comic, o filme retrata mais pelo lado de Stuart e focando mais na amizade de Stu com John Lennon.

Iain Softley (diretor e roteirista do filme) teve a ideia de produzir o filme depois de conversar com Astrid Kirchherr e ela contar sobre o seu relacionamento com Stu e com John. E essa foi a estreia de Iain como diretor.

Como eu disse mais acima, as filmagens aconteceram no Reino Unido e na Alemanha, mais especificamente em Londres, Liverpool e Hamburgo, mas os bares e casas de show que os Beatles se apresentam no filme foram recriados em estúdio.

Não vou deixar esse post muito longo ou então acabo dando spoilers indevidos. Mas garanto que, apesar das críticas feitas por Paul McCartney e Cynthia Lennon e da tradução de título grotesca (o título original seria algo como "batida de trás" ou "a última batida"), o filme é muito bom e vale cada minuto.

O filme, em fevereiro de 2010, se tornou uma peça teatral para o Citizens' Theatre em Glasgow, Escócia. Os atores do filme não foram reaproveitados para a peça. (infelizmente, porque eu não recusaria um ingresso se Stephen Dorff estivesse se apresentando.)

O elenco, na minha impressão, representou muito bem seus papeis. Sheryl Lee ficou fantástica como Astrid, assim como Ian Hart fez um excelente John Lennon.

O trailer original do filme você confere aqui. Infelizmente não tem trailer legendado, mas o filme em si tem versão tanto dublada quanto legendada.

Outros posts da Alemanha, aqui.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Onda (Die Welle)

poster do filme
Como eu mencionei esse filme no último Throwback Thursday, decidi fazer um post dedicado a ele.


Explicar vai ser meio complicado, mas vamos lá.

Lançado em 2008 (favor não perguntar o dia nem o mês - não faço a menor ideia), o filme é baseado num experimento que um professor lá de Palo Alto, na Califórnia (sim, aquela Califórnia, que fica nos Estados Unidos) fez com seus alunos sobre.... Autocracia.

Antes de continuar, vamos definir o que diabos é autocracia. De acordo com a Wikipédia, autocracia é:
Autocracia literalmente significa, a partir dos radicais gregos autos (por si próprio) e kratos (poder), poder por si próprio. (...) O governante tem controle absoluto em todos os níveis de governo sem o consentimento dos governados.
Ou seja: autocracia é uma forma de governo ditatorial em que um grupo (ou apenas uma pessoa mesmo) comanda uma nação - ou parte de uma - sem que haja uma participação do povo nas decisões de nenhuma forma. Temos alguns exemplos na história, como Ivan IV (czar russo), mas vamos focar em dois mais recentes pra ficar mais "legal": Adolf Hitler e Benito Mussolini.