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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Obra de Stuart Sutcliffe

Stu ao lado de suas obras
Stuart Sutcliffe (nome completo: Stuart Fergusson Victor Sutcliffe) nasceu no dia 23 de junho de 1940 em Edimburgo, Escócia. Ele era: poeta, pintor, baixista e cantor. (Em outras palavras, um típico cara de humanas). Normalmente, Stu é lembrado como o quinto Beatle, já que ele realmente era um quinto integrante da banda nos tempos de Hamburgo.

Hamburg Painting no. 2
Como pintor, Stu "começou" (oficialmente, ok?) na faculdade Liverpool College of Art, que foi onde ele conheceu John Lennon. Seu primeiro quadro foi vendido a £65, um preço mais do que bom para um amador na época, e equivalia ao trabalho de 6 a 7 semanas de um trabalhador comum. John acabou o convencendo a comprar um contabaixo elétrico e se juntar à sua banda. Stu não chegou a terminar a faculdade, já que John o convenceu a ir para Hamburgo com ele e a banda.

Em Hamburgo, Stu conheceu Astrid Kirchherr, fotógrafa alemã. Como os dotes de Stu como baixista não eram dos melhores (ele constantemente tocava de costas para o público por vergonha), Astrid sugeriu que ele voltasse a estudar arte no Hamburg College of Art. Na faculdade, Stu não só foi aceito como recebeu bolsa de estudo direto para o mestrado. (O que é impressionante, já que ele não chegou a terminar a graduação normal.) No Hamburg College of Art, Stu fez parte da turma do artista pop Eduardo Paolozzi. Alguns anos depois, Paolozzi disse que Stu era um dos seus melhores alunos.
Stu foi muito aclamado por suas pinturas, e foi "classificado" no movimento expressionismo abstrato.  Nem todas as suas obras "restaram" depois de sua morte, mas não eram nomeadas, já que ele não tinha o hábito de nomear suas obras. Entre as pessoas que conviveram com Stu, a opinião é unânime em dizer que ele era muito talentoso.

Stu morreu no dia 10 de abril de 1962, em Hamburgo (então Alemanha Ocidental) em decorrência de uma hemorragia cerebral.





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sábado, 5 de julho de 2014

Os Cinco Rapazes de Liverpool (Backbeat)

capa do dvd brasileiro
O filme não é novo, realmente, mas quase ninguém com quem eu converso sobre ouviu falar dele. Então vamos lá falar um pouco - mas só um pouco - dele.

É um filme de 1994 e foi filmado no Reino Unido e na Alemanha. Assim como o comic book Baby's in Black, o filme fala da história de amor entre Stuat Sutcliffe e Astrid Kirchherr. Só que, diferente do comic, o filme retrata mais pelo lado de Stuart e focando mais na amizade de Stu com John Lennon.

Iain Softley (diretor e roteirista do filme) teve a ideia de produzir o filme depois de conversar com Astrid Kirchherr e ela contar sobre o seu relacionamento com Stu e com John. E essa foi a estreia de Iain como diretor.

Como eu disse mais acima, as filmagens aconteceram no Reino Unido e na Alemanha, mais especificamente em Londres, Liverpool e Hamburgo, mas os bares e casas de show que os Beatles se apresentam no filme foram recriados em estúdio.

Não vou deixar esse post muito longo ou então acabo dando spoilers indevidos. Mas garanto que, apesar das críticas feitas por Paul McCartney e Cynthia Lennon e da tradução de título grotesca (o título original seria algo como "batida de trás" ou "a última batida"), o filme é muito bom e vale cada minuto.

O filme, em fevereiro de 2010, se tornou uma peça teatral para o Citizens' Theatre em Glasgow, Escócia. Os atores do filme não foram reaproveitados para a peça. (infelizmente, porque eu não recusaria um ingresso se Stephen Dorff estivesse se apresentando.)

O elenco, na minha impressão, representou muito bem seus papeis. Sheryl Lee ficou fantástica como Astrid, assim como Ian Hart fez um excelente John Lennon.

O trailer original do filme você confere aqui. Infelizmente não tem trailer legendado, mas o filme em si tem versão tanto dublada quanto legendada.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Throwback Thursday #4: Revolver

capa do álbum
Para quem acha que, nesse álbum não há interferência nenhuma da Alemanha, se fodeu, porque tem sim. E onde você menos espera.

Revolver é o sétimo álbum dos Beatles. Sim, eles são ingleses, os quatro são de Liverpool. Mas vamos lá. Depois eu explico a relação desse álbum com a Alemanha. Antes eu tenho que comentar o que tem nele.

Lançado em 1966, foi um dos primeiros "álbum-prova" de que Paul McCartney teria batido as botas num acidente de carro. (O que é obviamente uma mentira, mas prefiro discutir isso noutro post.) Mas, para a tristeza dos que insistiam (e ainda insistem) na teoria de que McCartney está morto, esse álbum não teve show porque os efeitos sonoros, por assim dizer, que estavam nas músicas eram muito difíceis de serem reproduzidos nos palcos com a tecnologia que existia na época. E a mão em cima da cabeça do boneco que representa Paul é apenas uma coincidência.

domingo, 29 de junho de 2014

Ele Está de Volta

capa da edição brasileira
Não, o post de hoje não vai ser longo e já já vocês vão entender.

Essa semana eu comprei um livro novo. O nome é Ele Está de Volta, do autor alemão Timur Vermes. Acabou de ser lançado aqui no Brasil pela editora Intrínseca.

A história se passa em Berlim, Alemanha, no ano de 2011 e é toda narrada por... Adolf Hitler. Não, você não leu errado. Adolf Hitler, ditador nazista, o carinha do bigode escovinha que grita "nein!" nos vídeos do YouTube e basicamente um dos caras mais odiados da história. É desse cara que eu to falando.

Como ainda não terminei de ler o livro (comprei ele anteontem), não tenho como dar uma opinião 100% da história. Mas do que já li, o livro é ótimo. Você percebe um pouco o tanto que mudou no mundo nos últimos 66 anos e como funciona a mente do ex-ditador. (Pelo menos como funciona a mente de Hitler a partir do ponto de vista de Timur).

A sinopse do livro é:

Ele voltou
Berlim, verão de 2011. Adolf Hitler acorda em um terreno baldio, vivo e bem. As coisas mudaram: não há mais Eva Braun, nem partido nazista, nem guerra. Hitler mal reconhece sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher.

E está führioso
As pessoas, claro, sabem quem ele é - um imitador brilhante que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiância no YouTube, ele ganha seu próprio programa de televisão e se transforma em alguém que todos querem ouvir. Tudo isso enquanto tenta convencer a audiência de que sim, ele é realmente quem diz ser, e, sim, ele quer mesmo dizer o que está dizendo.

Bem, isso é o que o próprio livro tá dizendo. Garanto que isso se torna mais interessante quando o próprio Führer falando, tentando entender o que diabos é um computador, uma tv a cabo, um celular e várias outras coisas que, para nós, são simples e comuns, mas pra ele se tornam algo extremamente estranho.

Por enquanto, posso afirmar que é muito engraçado e viciante. E recomendável pra quem curte uma crítica (Hitler consegue um programa de tv em pleno séc. XXI!) e uma forma legal de entender outras culturas e épocas.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Onda (Die Welle)

poster do filme
Como eu mencionei esse filme no último Throwback Thursday, decidi fazer um post dedicado a ele.


Explicar vai ser meio complicado, mas vamos lá.

Lançado em 2008 (favor não perguntar o dia nem o mês - não faço a menor ideia), o filme é baseado num experimento que um professor lá de Palo Alto, na Califórnia (sim, aquela Califórnia, que fica nos Estados Unidos) fez com seus alunos sobre.... Autocracia.

Antes de continuar, vamos definir o que diabos é autocracia. De acordo com a Wikipédia, autocracia é:
Autocracia literalmente significa, a partir dos radicais gregos autos (por si próprio) e kratos (poder), poder por si próprio. (...) O governante tem controle absoluto em todos os níveis de governo sem o consentimento dos governados.
Ou seja: autocracia é uma forma de governo ditatorial em que um grupo (ou apenas uma pessoa mesmo) comanda uma nação - ou parte de uma - sem que haja uma participação do povo nas decisões de nenhuma forma. Temos alguns exemplos na história, como Ivan IV (czar russo), mas vamos focar em dois mais recentes pra ficar mais "legal": Adolf Hitler e Benito Mussolini.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Throwback Thursday #3: Kill the Kilians

Ah, a Alemanha!
Terra do chucrute, salsichão, cerveja e OktoberFest. De onde vem a famosa escola de Bauhaus, em Weimar.
E também a terra dos Kilians.
Oi? Nunca ouviu falar dos Kilians? Sério isso?
Pode falar sério, porque não é nenhum drama não conhecer os Kilians.
Mas vamos lá conhecer o trabalho desses caras que já pedem a própria morte no primeiro álbum.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Baby's in Black: O Quinto Beatle

capa do comic
existe também nas cores azul e vermelho
O post de hoje vai dar início a uma série de outros que vão ter relação com a Alemanha. Ou o artista, ou a obra vão ser de lá. Decidi começar por este comic que comprei ano passado.
Ele foi criado por Arne Bellstorf, um alemão, sobre a história de amor da fotógrafa alemã Astrid Kirchherr e Stuart Sutcliffe, o lendário quinto beatle, e foi publicado aqui no Brasil em 2012 pela editora 8inverso.

De acordo com a própria editora, a sinopse é essa: